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Descoberta de contrato de sociedade pode mudar o rumo das investigações

Descoberta de contrato de sociedade pode mudar o rumo das investigações

As investigações sobre o desaparecimento do estudante de psicologia Bruno Borges podem tomar novo rumo depois que a Polícia Civil encontrou um contrato de sociedade assinado pelo acadêmico e dois amigos. O documento foi encontrado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na quarta-feira, 31, no bairro Pedro Roseno, na casa de Marcelo Ferreira, amigo de Bruno Borges.

Bruno está desparecido desde o dia 27 de março deste ano e durante todo esse período a polícia trabalhou para elucidar o caso envolto de grande mistério sobre o sumiço do jovem.

De acordo com o delegado Alcino Júnior, durante a ação policial, os agentes da Polícia Civil encontraram um contrato registrado em cartório que comprova que houve uma ação planejada em torno do desaparecimento do acadêmico de Psicologia da Uninorte. Ainda segundo a autoridade policial, o plano seria promover a venda e repartir o lucro entre Bruno Borges, o autor da obra, Márcio Gaiote, que já prestou depoimento à polícia, e Marcelo Ferreira. O contrato foi assinado no dia 10 de março, 17 dias antes do desaparecimento de Bruno Borges.

O delegado Alcino Júnior informou ainda que as buscas tiveram como objetivo buscar mais informações não só quanto à localização do Bruno, mas como documentos que viesse a trazer informação sobre os livros que foram deixados.

“A forma como o Bruno desapareceu e o fato que a gente tem comprovado, acreditamos que ele esteja dentro de um plano de marketing e esteja aguardando essa publicação para atingir o objetivo que era a venda desses livros e até mesmo a divisão desses lucros”, disse o delegado Alcino Júnior.

O amigo de Bruno Borges, Marcelo Ferreira, foi detido para prestar novo depoimento e pode ser acusado de falso testemunho e omissão, por não ter repassado informações a respeito do contrato em seu primeiro depoimento à polícia.

Família se manifesta nas redes sociais

Logo após as declarações do delegado Alcino Junior sobre os novos fatos em torno do desaparecimento de Bruno Borges, de que o seu sumiço aparenta ser uma jogada de marketing, familiares do estudante de psicologia se manifestaram nas redes sociais.

A mãe do jovem, Denise Borges, fez um desabafo em sua página do Facebook pedindo mais respeito e negou que livros sejam uma jogada de marketing. Na publicação, Denise Borges diz ainda que a família tinha conhecimento dos contratos: “Os contratos existem sim e nós já sabíamos. Aliás, sabemos muitas coisas que ninguém sabe, como exemplo o conteúdo de livros que não foram e nem serão divulgados por mim.”, disse.

A irmã de Bruno, Gabriela Borges também usou a rede social Facebook para falar sobre o assunto. Gabriela rebateu sobre o termo “a casa caiu”, usado em uma reportagem de um site local. De acordo com a publicação da irmã de Bruno “desde o desaparecimento de Bruno a família sabia do contrato que ele fez com os dois amigos e que isso nunca disse muita coisa a respeito”. Gabriela finaliza sua publicação afirmando que “em breve teremos o lançamento do primeiro livro”.

Veja na íntegra as postagens de Denise e Gabriela Borges

* Denise Borges

“Todos vão ler esta mensagem como “defesa de mãe”, mas com ela quero afirmar as palavras de Gabriela Borges e dizer que sou a única que já leu 4 livros sem pular uma linha. Me tranquei no quarto sem comer, sem dormir e sem falar para que eu pudesse assimilar bem o conteúdo destes livros e saber onde Bruno Borges queria chegar ou o que ele queria nos passar.

Então eu digo com respeito a todos que os livros não são uma jogada de marketing.

Se você tivesse a oportunidade de ler você talvez entenderia.

Hoje penso com certeza que Bruno Borges deixou ali naquele quarto, que tanto me assustava e agora não mais, um grande legado. É riquíssima a obra dele.

Peço respeito pois estou falando com propriedade. Sempre fui uma pessoa que devorou livros e realmente posso fazer esta análise.

Os contratos existem sim e nós já sabíamos. Aliás, sabemos muitas coisas que ninguém sabe, como exemplo o conteúdo de livros que não foram e nem serão divulgados por mim.

Quando vocês querem notícia que dê ibope, saem fazendo manchetes manipuladora com a vida das pessoas. Sempre fomos de família integra, honesta, religiosa e não estamos habituados a devastar a vida das pessoas.

Meus filhos vieram desta família e são trabalhadores, humanos, íntegros e honestos.Todos sabem disto.
Que Deus ilumine vocês”.

* Gabriela Borges

“Na reportagem divulgada hoje sobre meu irmão a jornalista utilizou o seguinte termo: “a casa caiu”. Que casa que caiu? A nossa está de pé e esperando pelo retorno do Bruno. Desde o desaparecimento soubemos do contrato e isso nunca nos disse muita coisa a respeito. Até porque, para que os planos do Bruno deem certo, ele precisa de dinheiro.

Afinal, não dá pra construir hospitais e ajudar quem precisa só com amor no coração. Então nem comecem com nhenhenhe!! Qual o problema ele fazer um contrato para ajudar amigos que o ajudaram?

O problema é que sempre tentam encontrar um meio pra denegrir a imagem de alguém de bem. As pessoas não conseguem suportar a ideia de que existe gente boa nesse mundo, com planos só de ajudar o próximo. É falta de amor, de empatia. É medir o outro pela sua própria régua.

Quem conhece o Bruno sabe exatamente do que passa em seu coração e qual sua verdadeira intenção com a publicação da obra, que por sinal, é muito interessante. Em breve teremos o lançamento do primeiro livro”.

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